21 outubro, 2013
25 outubro, 2010
Para quem busca inspiração para escrever

23 agosto, 2010
O prazer da mudança

Acabei de assistir Hary e Sally pela 4 vez eu acho. O filme tem um lance legal onde de repente a sequência normal é interrompida e entra em cena casais já velhinhos contando orgulhosos como se conheceram há mil anos atrás e estão juntos até hoje. É engraçado como a sociedade (ou o ser humano, não sei) valoriza a constância, a estabilidade, a rotina. Qualquer mudança, em geral, é recebida com maus olhos. Mas, na minha opinião, a mudança é o que dá graça à vida, é o que nos faz crescer, sair do lugar, superar limites, conhecer coisas novas. Do que adianta viver até aos 80 anos fazendo sempre a mesma coisa. Que tédio! Um dos casais mais simpáticos é um tiozinho chinês que conta como conheceu a tiazinha chinesa. Foi assim: um homem de um vilarejo próximo disse a ele que havia uma moça muito boa e que estava pronta para casar. Ele não podia vê-la antes do casamento, pois assim rezava o costume, mas mesmo assim foi até o povoado próximo, ficou escondido e a espiou quando lavava roupas. Gostou dela e então disse ao homem que aceitava sim casar-se com a tal moça. Isso tinha sido há 52 anos e estavam juntos desde então. Isso é muito tempo.
Fazer a mesma coisa a vida toda é um pensamento que me apavora. As vezes brinco que queria mudar de profissão e virar soldador de alumínio por um tempo. Dou esse exemplo por causa da palestra do Almir Klink onde ele conta como eles tiveram que treinar pessoas para trabalhar como soldadores de alumínio no estaleiro dele. Como esse é um trabalho altamente especializado, quem aprende e fica bom logo é chamado para trabalhar em outros estaleiros ao redor do mundo. Quando o ouvi contando senti mesmo vontade de largar tudo e ir aprender a fazer navios. O quanto eu não aprenderia convivendo com aquelas pessoas que estariam ali. Aprenderia muitas outras histórias de vida diferentes das que eu vivi. Aprenderia um novo ofício diferente de tudo que eu já fiz. Sairia do escritório e iria trabalhar ao ar livre, perto do mar. E quando me cansasse daquilo começaria tudo de novo. Assim poderia/deveria ser a vida, poder vasculhar o mundo e tudo que ele tem a oferecer.
04 março, 2007
Como anda sua criatividade?

Nos meus estudos sobre modelagem OO, padrões, frameworks, etc, às vezes fico impressionado com a criatividade das pessoas que geram essas soluções. Gosto de pensar que trabalhar com programação é um tipo de arte, já que existem várias maneiras de combinarmos as peças que compõem uma solução e, dependendo de como isso é feito, pode-se conseguir algo brilhante ou algo que fracaça. A imagem do artista nos remete à liberdade criativa que, para mim, é a maior manifestação de inteligência possível. Einstein é considerado o ser humano mais inteligente de todos os tempos porque teve a idéia mais criativa que se tem notícia. Gostaria de um dia deixar de só consumir o que é produzido em computação (notavelmente quase tudo no exterior) e conseguir criar como “eles”. Falando neles, e como eles criam não? Até se compararmos nosso meio artístico, que em princípio deveria ser formado por pessoas as mais criativas, quase tudo que é feito aqui é algum tipo de cópia. Difícil algo realmente original. O lançamento do iPhone rendeu para a Apple 200 novas patentes. Isso é o que o Brasil registra em um ano. E qual será o motivo disso? Arrisco dizer que um dos principais é que não nos preocupamos em ser criativos. Não é da nossa cultura. Não somos estimulados a isso pelos nossos pais, pela sociedade e pelo governo. A China, conhecida pela pirataria e pelo plágio escancarado de projetos dos outros, quer reverter essa situação e está investindo pesado em ciência. Cientista na China tem status de pop star (como deveria ser em toda parte do mundo). Muito do café que exportamos vai para a Alemanha, que cria diversas roupagens para o produto e o exporta com o triplo do valor. Esse é o principal diferencial entre um país desenvolvido dos outros. O tal do “valor agregado”. Enquanto nos limitarmos a exportar matéria prima, nunca sairemos da condição de colônia.
09 junho, 2006
O Mal venceu
O Mal venceu ! É isso que a opção de ir à guerra representa. Lutamos para preservar a vida de animais em extinção, a água e o que resta de florestas a fim de deixar um mundo habitável para nossos filhos e netos. Lutamos para saciar a fome, biológica e espiritual, daqueles que vivem nas regiões mais pobres do planeta, dos que sofrem de doenças terríveis nos hospitais, das vítimas de catástrofes que às vezes perdem todos a quem amam de uma só vez. Lutamos também contra nós mesmos, contra nosso egoísmo, nossa vaidade, nossos preconceitos. Nos esforçamos para sermos mais tolerantes, mansos e prudentes, para assim vivermos em mais harmonia. Fazemos tudo isso com um só objetivo, tornarmos o mundo melhor e, apesar de todos os obstáculos, de tanta gente jogando no lado oposto, ainda assim fazemos, porque sabemos que é o certo, porque nos emocionamos quando vemos exemplos disso nos filmes, porque no final, é tudo que realmente importa. Queremos acreditar, com todas as nossas forças, na vitória do ser humano, na vitória do bem contra o mal. Mais do que uma derrota diplomática, das imprevisíveis conseqüências econômicas que vai causar no mundo, se tudo tem mesmo a ver com o petróleo ou não, essa guerra representa a morte de um sonho, é a mensagem para a humanidade de que o mal venceu o bem. Todos os protestos, as tentativas dos líderes religiosos, as diferenças de opiniões entre países importantes e aliados, nada disso foi suficiente. É como se estivessem dizendo pra gente "Agora parou a brincadeira de ficar tentando arrumar o mundo. Agora é conversa de gente grande e a gente é que decide.". E essa "gente grande ", que é quem realmente manda no mundo, decidiu pelo mal. A vontade da população mundial não significou nada. Somos apenas coadjuvantes postos de lado para que os atores principais dessem seu show. Esse desfecho foi a mensagem para o mundo de que no fundo, o que ainda impera, é a força bruta contra a prudência, é a vitória, em cadeia internacional, do mais forte sobre o mais fraco. Para nós, resta nos perguntarmos : "No final das contas, o Bem realmente vence o Mal ?".
06 junho, 2006

Muitos acham estranho meu sobrenome "Masdeval". Escrever certo então ... nem pensar!! Acontece que estava navegando esses dias e por acaso descobri algo interessante sobre o Masdeval. Existe um gênero de orquideas batizado como Masdevallia. Isso se deu em homenagem ao seu descobridor, João Masdeval, que foi físico e botânico na corte do rei Carlos III da espanha no final do seculo XVIII.
Portanto, daqui para frente, pode me chamar de alteza ou algo semelhante OK.... :-)))
Essa é uma das orquídeas do gênero Masdevallia, chamada Masdevaliia Amabilis:
30 janeiro, 2006
Vampiros Modernos
Sim, vampiros existem! Mas, diferente dos precursores vindos da Romênia, os de hoje em dia não sugam sangue, mas sim, bytes.
Desde que surgiu a internet e centenas de milhares de bytes com os mais variados tipos de informações ficaram disponíveis a qualquer um que esteja conectado à grande rede, uma epidemia de sangue-sugas começou a se espalhar pelos quatro cantos do planeta.
Ávidos por se encherem do liquido virtual, essas criaturas notívagas permeiam imensidões intrincadas de redes telefônicas madrugadas a fora, salivando atrás dos mais preciosos conjuntos de zeros e uns que conseguirem obter.
E já que os mais valiosos e interessantes, como não podia deixar de ser, são os proibidos, isso torna os vampiros modernos tão contraventores quanto seus antecessores. Atrás de uma aparência corriqueira e inofensiva, o novo nosferatu, capaz de banhar-se naturalmente em todos os raios cósmicos que atravessam nossos escassos escudos, mistura-se facilmente entre suas presas em potencial.
No topo da cadeia alimentar dessa nova espécie, estão aqueles poucos e solitários representantes que hoje são caçados pelo sorver inapropriado de pequenas quantidades de bytes que, como as palavras mágicas de Alibaba, pode abrir-lhes as portas para um mundo de riquezas, mas também de perigos. Misteriosos e românticos como um Lestat, esses vampiros residem numa tênue linha entre protagonistas ou vilões do mundo contemporâneo, sempre fugindo da estacada mortal no peito.


